Carne vermelha

EvitarCuidado

2 estudos · 2 recomendações

Última atualização: 24 de fevereiro de 2026

Carne vermelha – Câncer oral
Evitar1 estudos

Evite o consumo diário de carne vermelha, especialmente frita, para reduzir o risco de câncer bucal.

O consumo de carne vermelha apresenta uma forte associação com o risco de câncer oral e faríngeo, e a fritura amplifica drasticamente esse risco. Limitar tanto o consumo total de carne vermelha quanto o preparo de carne frita é aconselhável.

Evidência

Autores: Bosetti, C., Di Maso, M., Franceschi, S., La Vecchia, C., Levi, F., Libra, M., Montella, M., Negri, E., Polesel, J., Serraino, D., Talamini, R., Zucchetto, A.

Publicado: 2 de agosto de 2017

Um estudo de caso-controle em rede com 1465 casos de câncer oral e faríngeo e 11.656 controles constatou que cada aumento de 50 g/dia no consumo de carne vermelha elevava o risco de câncer oral/faríngeo em 38% (OR = 1,38; IC 95%: 1,26-1,52). O consumo de carne frita foi associado a um aumento de quase três vezes (OR = 2,80; IC 95%: 2,02-3,89). Os modelos foram ajustados para fatores de confusão conhecidos, incluindo o consumo de álcool e tabaco.

Cuidado1 estudos

O consumo elevado de carne vermelha está associado a um risco aumentado de cancro da cavidade oral.

O consumo elevado de carne bovina foi associado a um aumento significativo do risco de cancro, especialmente em indivíduos com certas variantes enzimáticas metabólicas. Reduzir o consumo de carne vermelha e equilibrá-lo com uma maior ingestão de vegetais pode ajudar a diminuir esse risco.

Evidência

Autores: CARVALHO, Marcos Brasilino de, CURIONI, Otavio A., GATTÁS, Gilka Jorge Figaro, MARCHIONI, Dirce Maria Lobo

Publicado: 1 de janeiro de 2011

Estudo de caso-controle realizado em ambiente hospitalar, com 103 casos de cancro da cabeça e do pescoço confirmados histologicamente e 101 indivíduos de controlo em São Paulo, Brasil. O terço superior do consumo de carne bovina esteve associado a um OR = 10,79 (IC de 95%: 2,17-53,64) entre os portadores do genótipo nulo GSTM1 e a um OR = 3,41 (IC de 95%: 0,43-27,21) entre os portadores do genótipo nulo GSTT1. A razão entre o consumo de alimentos de origem animal e vegetal apresentou uma relação dose-resposta, com um OR = 2,35 (IC de 95%: 0,27-19,85) no terço intermédio e um OR = 3,36 (IC de 95%: 0,41-27,03) no terço superior, indicando que razões mais elevadas entre o consumo de alimentos de origem animal e vegetal estiveram associadas a um risco progressivamente maior de cancro.