Alimentos ricos em purina

EvitarCuidado

21 estudos · 2 recomendações

Última atualização: 4 de fevereiro de 2026

Alimentos ricos em purina – Gota
Evitar15 estudos

Evite alimentos ricos em purinas para prevenir crises de gota e reduzir a cristalização do ácido úrico.

Em 15 estudos, incluindo diretrizes clínicas da ACR, BSR e Sociedade Italiana de Reumatologia, além de revisões sistemáticas, estudos de coorte e pesquisas de caso-controle envolvendo mais de 1.500 participantes, o consumo de alimentos ricos em purinas surge consistentemente como o fator de risco dietético mais forte para gota. Um estudo caso-cruzado com 633 pacientes com gota descobriu que aqueles no quintil de maior ingestão de purinas tinham 4,76 vezes mais chances de crises recorrentes em comparação com o quintil de menor ingestão (p<0,001). As purinas de origem animal mostraram associações particularmente fortes (OR 2,41). Um estudo caso-controle demonstrou que o consumo de purinas apresentou um OR de 5,14 (IC 95%: 2,80-9,44) para artrite gotosa. A análise de randomização mendeliana de 107 estudos confirmou a gota como a única condição com evidências causais convincentes que a ligam ao ácido úrico sérico elevado. Diversas diretrizes internacionais recomendam limitar o consumo de alimentos ricos em purinas para manter o urato sérico abaixo de 6 mg/dl, o limiar que impede a formação de cristais.

Evidência

Autores: Fahrizal, Muhammad Ricko

Publicado: 15 de agosto de 2024

Um rastreio comunitário realizado em Kelurahan Kereng Bangkirai, utilizando o teste GCU com lanceta de sangue e tiras de ácido úrico, revelou que 41,9% (13 de 31 participantes) apresentavam níveis elevados de ácido úrico, enquanto 58,1% (18 participantes) apresentavam níveis normais. O rastreio concluiu que o controle alimentar, evitando alimentos que aumentam o ácido úrico, é essencial para pessoas com risco de gota. A alta prevalência de ácido úrico na comunidade reforça a importância do monitoramento da ingestão de purinas.

Autores: Harlianto, Netanja I, Harlianto, Zaneta N

Publicado: 1 de novembro de 2023

Esta revisão sistemática, abrangendo 315 indivíduos com gota espinhal, constatou que as características dos pacientes eram semelhantes às da gota sistêmica, com predominância do sexo masculino (81%) e idade média de 58,1 anos. As publicações que documentam casos de gota espinhal aumentaram de 1950 até o presente, com relatos de instituições na Ásia (37,8%, n=119) e na América do Norte (30,5%, n=96). O tratamento farmacológico foi descrito para 34,2% dos pacientes (n=108), enquanto 46,3% necessitaram de intervenção cirúrgica. A constatação de que a gota espinhal compartilha características com a gota sistêmica reforça a aplicação do manejo dietético padrão para gota, visando a prevenção potencial dessa complicação grave.

Autores: Anugrah, Ramalah Tabah, Darni, Zahri, Dewi, DWS Suarse, Nelwetis, Nelwetis, Ngasirotun, Ngasirotun, Nuraeni, Ani, Rahayu, Hemma Siti, Syukri, Danisa Zumawaddah Warahmah, Tyas, Delina Septianing, Vrisilia, Slingga Anjely, Yosinda, Kristina Ratu

Publicado: 7 de abril de 2023

Em um estudo de triagem comunitária com 56 participantes em Pondok Labu, Indonésia, 46 pessoas (82,1%) que não consumiam frequentemente alimentos ricos em purinas apresentaram menor risco de artrite gotosa. Entre todos os participantes, 24 pessoas (42,9%) apresentaram níveis elevados de ácido úrico no momento da triagem. O estudo identificou o consumo de alimentos ricos em purinas como um importante fator de risco modificável para o desenvolvimento de artrite gotosa.

Autores: Meilani, Debi, Samran, Samran, Suprianto, Suprianto

Publicado: 31 de dezembro de 2022

Um estudo de triagem comunitária em Bandar Klippa, distrito de Percut Sei Tuan (2022), identificou a ingestão de purinas e xantinas na dieta como os principais fatores de risco modificáveis para níveis elevados de ácido úrico no sangue. O limiar de triagem de 6,8 mg/dl marca o limite de solubilidade do ácido úrico no sangue, acima do qual ocorre a cristalização (hiperuricemia). A hiperuricemia prolongada progride para artrite gotosa em um subgrupo de indivíduos afetados. O programa de educação comunitária teve como objetivo melhorar o conhecimento sobre os níveis de ácido úrico para reduzir o risco de gota entre os participantes que realizaram o exame de sangue para dosagem de ácido úrico.

Autores: Berner Hammer, Hilde, Haavardsholm, Espen A., Karoliussen, Lars F., Kvien, Tore K., Pérez Ruiz, Fernando, Sexton, Joe, Uhlig, Till

Publicado: 1 de janeiro de 2022

O estudo de coorte prospectivo NOR-Gout, envolvendo 211 pacientes com gota, demonstrou que crises de gota podem surgir após uma dieta rica em purinas. Com uma taxa de conclusão de acompanhamento de 88,2% no primeiro ano (n=186) e 82,0% no segundo ano (n=173), a população do estudo (idade média de 56,4 anos, 95,3% do sexo masculino, duração média da doença de 7,8 anos) mostrou que as purinas da dieta continuam sendo um fator desencadeante reconhecido para o surgimento de crises em pacientes com gota submetidos a terapia hipouricemiante.

Autores: Abeles, Aryeh M., Bae, Sangmee Sharon, Brignardello‐petersen, Romina, Dalbeth, Nicola, Danve, Abhijeet, FitzGerald, John D., Gelber, Allan C., Guyatt, Gordon, Harrold, Leslie R., Khanna, Dinesh, Khanna, Puja P., Kim, Seoyoung C., King, Charles, Lenert, Aleksander, Levy, Gerald, Libbey, Caryn, Mikuls, Ted, Mount, David, Neogi, Tuhina, Pillinger, Michael H., Poon, Samuel, Qasim, Anila, Rosenthal, Ann, Sehra, Shiv T., Sharma, Tarun Sudhir Kumar, Sims, James Edward, Singh, Jasvinder A., Smith, Benjamin J., Toprover, Michael, Turgunbaev, Marat, Turner, Amy S., Wenger, Neil S., Zeng, Linan, Zhang, Mary Ann

Publicado: 1 de junho de 2020

A Diretriz de Gota da ACR de 2020, baseada em revisão sistemática das evidências disponíveis e na metodologia GRADE, aborda a restrição de purinas na dieta como parte das recomendações de manejo do estilo de vida. O painel de especialistas da diretriz incluiu 8 pacientes do sexo masculino com gota, que contribuíram com informações sobre preferências e perspectivas dos pacientes. Modificações dietéticas com foco na ingestão de purinas estão incluídas entre as 42 recomendações geradas por meio do processo de consenso baseado em evidências.

Autores: Mallen, Roddy

Publicado: 26 de maio de 2017

A diretriz da Sociedade Britânica de Reumatologia (Nível de Evidência III, Força da Recomendação 92%) recomenda evitar o consumo excessivo de alimentos ricos em purinas como parte de um manejo dietético abrangente para a gota. Essa recomendação está integrada a uma abordagem dietética equilibrada, com baixo teor de gordura e açúcares adicionados, rica em vegetais e fibras, elaborada para ajudar os pacientes a atingir e manter os níveis de ácido úrico sérico abaixo de 300-360 μmol/L.

Autores: Campbell, Harry, Ioannidis, John PA, Li, Xue, Meng, Xiangrui, Theodoratou, Evropi, Timofeeva, Maria, Tsilidis, Konstantinos K, Tzoulaki, Ioanna

Publicado: 10 de maio de 2017

Esta revisão abrangente analisou 107 estudos de randomização mendeliana, abrangendo 56 desfechos de saúde distintos. Apenas um desfecho — gota — demonstrou evidências causais convincentes que ligam níveis elevados de ácido úrico sérico ao aumento do risco da doença (P<0,01). A abordagem de randomização mendeliana fornece fortes evidências genéticas de causalidade, uma vez que utiliza variantes genéticas como variáveis instrumentais para avaliar a relação causal entre o ácido úrico sérico e os desfechos de saúde, minimizando fatores de confusão e viés de causalidade reversa.

Autores: , Yuli Kusumawati, SKM, M.Kes, Fauzan, Aldhi

Publicado: 1 de janeiro de 2017

Um estudo caso-controle com 152 participantes idosos (76 casos, 76 controles) no Puskesmas Tanjungsari Pacitan encontrou uma correlação estatisticamente significativa entre a ingestão de purinas e a incidência de gota (p<0,001). Os casos foram selecionados por amostragem aleatória simples, e os controles foram pareados por vizinhança. A análise do qui-quadrado confirmou a associação entre o consumo de purinas na dieta e o desenvolvimento de gota nessa população do leste de Java, onde a prevalência de gota atinge 26,4% entre os idosos.

Autores: Aletaha, Daniel, Andrés, Mariano, Bijlsma, Johannes W., Bombardier, Claire, Branco, Jaime C., Buchbinder, Rachelle, Burgos-Vargas, Rubén, Carmona, Loreto, Catrina, Anca I., Edwards, Christopher J., Elewaut, Dirk, Falzon, Louise, Ferrari, Antonio J. L., Kiely, Patrick, Kydd, Alison S. R., Landewé, Robert B., Leeb, Burkhard F., Moi, John, Montecucco, Carlomaurizio, Müller-Ladner, Ulf, Seth, Rakhi, Sivera, Francisca, Sriranganathan, Melonie, van der Heijde, Désirée M., van Durme, Caroline, van Echteld, Irene, Vinik, Ophir, Wechalekar, Mihir D., Zochling, Jane, Østergaard, Mikkel

Publicado: 18 de julho de 2013

A diretriz da iniciativa 3e foi desenvolvida por meio de processos formais de votação com 78 reumatologistas internacionais, que realizaram revisões sistemáticas da literatura em diversas bases de dados, incluindo Medline, Embase e Cochrane CENTRAL. Os estudos foram revisados independentemente por dois indivíduos para extração de dados e avaliação do risco de viés. O manejo dietético, incluindo a restrição de purinas, foi abordado nas seis recomendações com foco no tratamento da gota. O consenso multinacional de 14 países alcançou uma pontuação média de concordância de 8,7 em 10, apoiando a modificação da dieta como parte do cuidado abrangente da gota.

Autores: Bianchi, G., Borghi, C., Bortoluzzi, A., Cerinic, M. M., Cimmino, M. A., D Avola, G. M., Desideri, G., Di Giacinto, G., Favero, M., Govoni, M., Grassi, W., LEONARDO PUNZI, Lombardi, A., Manara, M., Marangella, M., Medea, G., Minisola, G., Prevete, I., Ramonda, R., Scirè, C. A., Spadaro, A.

Publicado: 1 de janeiro de 2013

A diretriz clínica da Sociedade Italiana de Reumatologia, desenvolvida por um painel multidisciplinar composto por reumatologistas, nefrologistas, cardiologistas e especialistas em medicina baseada em evidências, adaptou 12 proposições da EULAR ao contexto italiano. A revisão sistemática coletou especificamente mais evidências sobre o papel da dieta no tratamento não farmacológico da gota. A diretriz utilizou escalas ordinais e visuais analógicas da EULAR para mensurar a força das recomendações, incorporando dados de eficácia e segurança de ensaios clínicos randomizados (ECR) combinados em metanálises sempre que possível. A intervenção dietética foi identificada como uma questão prioritária de pesquisa por meio de consenso Delphi entre o painel de especialistas.

Autores: Amiruddin, R. (Ridwan), Arsin, A. A. (A), Talarima, B. (Bellytra)

Publicado: 1 de dezembro de 2012

Um estudo caso-controle com 196 participantes (98 casos, 98 controles) na cidade de Masohi revelou que o consumo de alimentos ricos em purinas apresentou a maior razão de chances para artrite gotosa, com OR = 5,14 (IC 95%: 2,80-9,44). A análise de regressão logística multivariada confirmou o consumo de alimentos ricos em purinas como o fator mais determinante na incidência de gota (p = 0,000). O estudo concluiu que a modificação do padrão alimentar é necessária para pacientes com gota.

Autores: Arellano, Becker, Becker, Becker, Bhole, Brook, Brook, Chao, Choi, Choi, Choi, Choi, Choi, Choi, Dalbeth, Dalbeth, Dalbeth, Dalbeth, Desai, Dessein, Grossman, Hande, Hande, Harrold, Hung, Hunt, Jordan, Jung, Khanna, Khanna, Krishnan, Krishnan, Lee, Lonjou, Lupton, McAdams DeMarco, Neogi, Neogi, Ottaviani, Perez-Ruiz, Perez-Ruiz, Perez-Ruiz, Pillinger, Pineda, Rees, Reinders, Reinders, Reinders, Roddy, Romeijnders, Schumacher, Shekelle, Singh, Singh, Singh, Somkrua, Stamp, Stamp, Stevenson, Sundy, Takahashi, Tassaneeyakul, Terkeltaub, Thiele, Thompson, Tsai, Yamanaka, Zhang, Zhang, Zhang, Zhang, Zhu, Zineh

Publicado: 1 de outubro de 2012

A diretriz da ACR estabelece que a gota se manifesta a partir de um excesso de ácido úrico no organismo, definido como urato sérico acima de 6,8-7,0 mg/dl. A diretriz recomenda que o objetivo seja atingir um nível de urato sérico abaixo de 6 mg/dl, no mínimo, frequentemente 5 mg/dl, para alcançar uma melhora duradoura dos sinais e sintomas. A educação do paciente sobre dieta e estilo de vida é listada como uma medida terapêutica essencial no tratamento da gota, de acordo com esta diretriz clínica desenvolvida com a contribuição de 22 membros de um painel de especialistas.

Autores: Chaisson, Christine E, Chen, Clara, Choi, Hyon, Hunter, David J., Neogi, Tuhina, Niu, Jingbo, Zhang, Yuqing

Publicado: 30 de maio de 2012

Um estudo caso-cruzado com 633 pacientes com gota examinou a ingestão de purinas nos dois dias que antecederam as crises de gota, em comparação com períodos de controle. Em relação ao quintil mais baixo de ingestão total de purinas, as razões de chances (OR) para crises recorrentes de gota aumentaram progressivamente: 1,17, 1,38, 2,21 e 4,76 para cada quintil ascendente (p para tendência <0,001). As purinas de origem animal apresentaram associações mais fortes, com OR de 1,42, 1,34, 1,77 e 2,41 entre os quintis (p para tendência <0,001). As purinas de origem vegetal apresentaram uma associação mais fraca, com OR de 1,12, 0,99, 1,32 e 1,39 (p=0,04). O efeito persistiu independentemente do sexo, consumo de álcool ou uso de medicamentos, incluindo alopurinol, AINEs e colchicina.

Gout

Autores: Underwood, Martin

Publicado: 1 de janeiro de 2008

Esta revisão sistemática avaliou a recomendação de reduzir a ingestão de purinas na dieta como intervenção preventiva para a recorrência da gota. Considerando que 80% dos pacientes com gota apresentam crises recorrentes em até 3 anos, as estratégias de prevenção são cruciais. A revisão pesquisou as bases de dados Medline, Embase, Cochrane Library e outras até junho de 2008, identificando 21 estudos que atendiam aos critérios de inclusão. A avaliação GRADE foi realizada para determinar a qualidade das evidências da restrição de purinas em comparação com outras intervenções, incluindo a redução do consumo de álcool e a perda de peso.

Cuidado6 estudos

Limitar o consumo de alimentos ricos em purinas pode reduzir os níveis de ácido úrico e prevenir crises de gota.

Seis estudos, incluindo diretrizes clínicas, estudos de coorte e uma revisão sistemática, estabelecem os alimentos ricos em purinas como um fator de risco modificável para a gota. A diretriz multinacional da Iniciativa 3e (78 reumatologistas, 14 países) recomenda a restrição de purinas na dieta como medida adjuvante no tratamento. Uma coorte prospectiva de 211 pacientes com gota confirmou que as crises de gota podem ocorrer após o consumo de uma dieta rica em purinas. Dados populacionais mostram que 45% dos pacientes com gota e sintomas ativos relatam alta ingestão de alimentos ricos em purinas. Uma revisão sistemática de 33 estudos de coorte constatou que o consumo de carne e alimentos ricos em purinas aumenta o risco de gota incidente de forma semelhante em homens e mulheres. Testes diagnósticos demonstraram níveis significativamente mais elevados de ácido úrico em pacientes com gota em comparação com controles saudáveis após testes de provocação com refeições ricas em purinas. O mecanismo envolve concentrações elevadas de cristais de urato monossódico, que desencadeiam inflamação articular.

Evidência

Autores: Berner Hammer, Hilde, Haavardsholm, Espen A., Karoliussen, Lars F., Kvien, Tore K., Pérez Ruiz, Fernando, Sexton, Joe, Uhlig, Till

Publicado: 1 de janeiro de 2022

Neste estudo de coorte prospectivo com 211 pacientes com gota (95,3% homens, idade média de 56,4 anos, duração média da doença de 7,8 anos), o resumo afirma explicitamente que uma crise de gota pode se desenvolver após uma dieta rica em purinas. O estudo acompanhou 186 pacientes (taxa de conclusão de 88,2%) no primeiro ano e 173 pacientes (82,0%) no segundo ano, documentando a relação entre fatores dietéticos e a ocorrência de crises.

Autores: Bo, Xiangjie, Gao, Wei, Hsiai, Tzung K., Kogan, Adam, Li, Zhaoping, Min, Jihong, Pak, On Shun, Song, Yu, Tu, Jiaobing, Wang, Minqiang, Yang, Yiran, Zhang, Haixia, Zhu, Lailai

Publicado: 1 de fevereiro de 2020

Em um estudo de acurácia diagnóstica comparando pacientes com gota a controles saudáveis, os níveis de ácido úrico no suor foram medidos utilizando um sensor vestível gravado a laser após uma refeição rica em purinas. Os níveis de ácido úrico no suor foram significativamente maiores em pacientes com gota do que em indivíduos saudáveis, com uma tendência semelhante observada nas medições séricas. O estudo testou indivíduos fisicamente treinados e não treinados em condições de exercício e após desafios dietéticos, demonstrando a capacidade do sensor de detectar continuamente baixas concentrações de ácido úrico associadas à gota.

Autores: Belcher, John, Evans, Peter L., Hay, Charles A., Mallen, Christian D., Prior, James A., Roddy, Edward

Publicado: 1 de dezembro de 2019

A revisão sistemática avaliou alimentos ricos em purinas, incluindo carne e vegetais ricos em purinas, como fatores de risco para o desenvolvimento de gota em 33 estudos de coorte pesquisados até março de 2019. A revisão examinou esses fatores dietéticos tanto na população em geral quanto em contextos de atenção primária. Entre os 20 estudos que compararam o risco entre os sexos, a maioria dos fatores de risco dietéticos, incluindo o consumo de carne, mostrou aumentos de risco semelhantes em homens e mulheres para o desenvolvimento de gota.

Autores: ., Modesta Ferawati

Publicado: 14 de novembro de 2018

A análise das características de 40 pacientes com artrite gotosa revelou que 45% relataram consumir alimentos ricos em purinas. A população estudada apresentava dor gotosa ativa que exigia intervenção, e esse padrão alimentar foi prevalente entre os participantes. Em conjunto com outros fatores de risco observados (47,5% com sobrepeso/obesidade), a alta ingestão de purinas representa um fator dietético modificável nessa população de pacientes com sintomas de artrite gotosa.

Autores: Aletaha, Daniel, Andres, Mariano, Bijlsma, Johannes W., Bombardier, Claire, Branco, Jaime C., Buchbinder, Rachelle, Burgos-Vargas, Ruben, Carmona, Loreto, Catrina, Anca I., Edwards, Christopher J., Elewaut, Dirk, Falzon, Louise, Ferrari, Antonio J. L., Kiely, Patrick, Kydd, Alison S. R., Landewe, Robert B., Leeb, Burkhard F., Moi, John, Montecucco, Carlomaurizio, Mueller-Ladner, Ulf, Ostergaard, Mikkel, Seth, Rakhi, Sivera, Francisca, Sriranganathan, Melonie, van der Heijde, Desiree M., van Durme, Caroline, van Echteld, Irene, Vinik, Ophir, Wechalekar, Mihir D., Zochling, Jane

Publicado: 1 de fevereiro de 2014

A diretriz clínica da Iniciativa 3e foi desenvolvida por 78 reumatologistas de 14 países, utilizando metodologia de revisão sistemática da literatura. Após processos formais de votação e múltiplas rodadas de discussão, recomendações multinacionais foram formuladas com classificação da qualidade da evidência. Os níveis de concordância variaram de 8,1 a 9,2 (média de 8,7 em 10). A diretriz aborda o manejo farmacológico e não farmacológico, com a restrição de purinas na dieta reconhecida como medida adjuvante. A revisão sistemática pesquisou as bases de dados Medline, Embase, Cochrane CENTRAL e os resumos dos congressos da EULAR e da ACR de 2010-2011.

Autores: Martini, S. (Santi), Muniroh, L. (Lailatul), Nindya, T. S. (Triska), Solfaine, R. (Rondius)

Publicado: 1 de dezembro de 2010

Este ensaio clínico randomizado e controlado demonstrou que concentrações elevadas de cristais de urato monossódico nas articulações e nos tecidos moles induzem inflamação na artrite gotosa. A população do estudo consistiu em pacientes com artrite gotosa e dietas ricas em purinas. Dados da Indonésia citados mostram uma prevalência de gota de 29%, com taxas mais altas nos grupos étnicos Minahasa, Toraja e Batak. A prevalência na Ásia varia de 2 a 15% em países desenvolvidos. O marcador inflamatório TNF-α foi utilizado para avaliar a relação entre a ingestão de purinas, os níveis de urato e a inflamação articular nos participantes do estudo.