Rastreio por meio do teste imunoquímico de fezes.

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Última atualização: 25 de fevereiro de 2026

Rastreio por meio do teste imunoquímico de fezes. – Câncer colorretal
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O rastreio com o teste FIT permite detetar precocemente o cancro colorretal e previne milhares de mortes todos os anos.

Em dois ensaios clínicos randomizados e controlados e numa avaliação económica da saúde que envolveu mais de 60.000 participantes, o rastreio com o teste imunoquímico fecal (TIF) demonstrou uma elevada eficácia na deteção e prevenção do cancro colorretal. Um programa nacional direcionado a adultos entre os 50 e os 75 anos poderia prevenir entre 2.900 e 3.100 mortes anualmente, com um custo de 32 a 39 dólares por pessoa rastreada. O TIF identifica neoplasias avançadas (cancro + adenoma avançado) em aproximadamente 1 em cada 70 pessoas submetidas ao rastreio pela primeira vez, com um valor preditivo positivo de cerca de 26% e apenas 3,9 colonoscopias necessárias para detetar uma neoplasia avançada. As taxas de participação atingem os 39,5–48,3%, dependendo da estratégia de convite, sendo que o envio prévio de cartas de notificação aumenta a adesão em 23% (RR 1,23; IC de 95%: 1,06–1,43). Apesar da comprovada redução da mortalidade, mais de 40% dos adultos elegíveis não são rastreados, o que demonstra a lacuna entre as evidências e a implementação.

Evidência

Autores: Bulletti, Simonetta, Carlani, Angela, Cesarini, Elena, D'Amico, Maria Rosaria, D'Angelo, Valentina, Di Dato, Eugenio, Fraser, Callum G, Galeazzi, Paola, Giaimo, Mariadonata, Gustinucci, Daniela, Malaspina, Morena, Mariotti, Loretta, Martinelli, Nadia, Passamonti, Basilio, Rubeca, Tiziana, Segnan, Nereo, Senore, Carlo, Spita, Nicoletta, Tintori, Beatrice

Publicado: 14 de dezembro de 2016

Neste ensaio clínico randomizado e controlado, realizado com 48.888 participantes no programa de rastreio do cancro colorretal na região da Úmbria, em Itália, o rastreio com o teste FIT detetou neoplasias avançadas (cancro colorretal + adenoma avançado) em 1,40% dos casos (OC-Sensor) e 1,42% (HM-JACKarc) entre os participantes que realizavam o rastreio pela primeira vez. O valor preditivo positivo para neoplasias avançadas foi de 25,9% e 25,6%, respetivamente. O número de exames necessários para detetar uma neoplasia avançada foi de 3,9 (IC de 95%: 2,9–5,8) para ambos os sistemas no primeiro rastreio e de 4,9 (IC de 95%: 4,2–5,8) em comparação com 4,4 (IC de 95%: 3,7–5,3) em rastreios subsequentes. As taxas de positividade foram de 6,5% e 6,2% no primeiro rastreio. Estes resultados demonstram que uma única ronda de rastreio baseada no teste FIT identifica neoplasias clinicamente significativas em aproximadamente 1 em cada 70 participantes.

Autores: Cole, S., Esterman, A., Smith, A., Turnbull, D., Wilson, C., Young, G.

Publicado: 1 de janeiro de 2007

Num ensaio clínico randomizado e controlado, realizado com 2400 adultos entre os 50 e os 74 anos em Adelaide, na Austrália do Sul, os participantes foram distribuídos por quatro estratégias de convite (n=600 em cada grupo). O grupo que recebeu um aviso prévio alcançou uma taxa de participação de 48,3% (290/600), em comparação com os 39,5% (237/600) do grupo de controlo padrão (RR 1,23; IC de 95%: 1,06–1,43). O efeito foi notório já duas semanas após o convite: 25,2% (151/600) versus 18,2% (109/600) no grupo de controlo (RR 1,38; IC de 95%: 1,11–1,73). As estratégias que envolviam a comunicação de riscos (40,3%, 242/600) e o apoio de pessoas leigas (36,0%, 216/600) não melhoraram significativamente a taxa de participação em comparação com o grupo de controlo.

Cancer

Estima-se que um programa nacional de rastreio do cancro colorretal baseado no teste imunológico fecal (FIT), direcionado a adultos entre os 50 e os 75 anos, permita rastrear entre 8,7 e 9,4 milhões de pessoas, com um custo de 32 a 39 dólares por pessoa rastreada, o que exige um investimento inicial adicional anual de 277,9 a 318,2 milhões de dólares. Estima-se que o programa possa prevenir entre 2900 e 3100 mortes anualmente. Apesar das evidências claras que relacionam o rastreio do cancro colorretal com uma menor incidência e mortalidade, mais de 40% dos adultos elegíveis ainda não realizam os exames de rastreio recomendados. A avaliação económico-sanitária demonstrou que a implementação organizada de programas de rastreio tem um impacto significativo na saúde pública, com custos moderados por pessoa.