Cessação do tabagismo

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9 estudos · 1 recomendação

Última atualização: 27 de fevereiro de 2026

Cessação do tabagismo – Câncer de mama
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Deixar de fumar reduz o risco de cancro da mama e melhora as taxas de sobrevivência em todos os subtipos de tumores.

Nove estudos envolvendo mais de 500.000 participantes estabeleceram consistentemente uma ligação entre o tabagismo e um risco aumentado de cancro da mama, bem como resultados clínicos menos favoráveis. Uma meta-análise de 27 estudos prospectivos demonstrou um aumento de 10 a 13% no risco para fumadores, tanto os que já fumaram no passado quanto os atuais (RR 1,10-1,13, IC de 95% 1,09-1,17), sem heterogeneidade significativa. Estudos caso-controlo demonstram uma forte relação dose-resposta: mulheres que fumam mais de 20 cigarros por dia apresentam um risco 4,6 vezes maior (IC de 95% 2,2-9,7) em comparação com mulheres não expostas ao tabaco. Entre 121.435 pacientes com cancro da mama, os fumadores atuais apresentaram uma taxa de mortalidade por todas as causas 37% superior (HR 1,37, IC de 95% 1,27-1,47) e uma taxa de mortalidade específica para o cancro da mama 11% superior, independentemente do subtipo tumoral. Pacientes do sexo masculino com cancro da mama que fumavam apresentaram um risco de morte mais de três vezes maior (HR 3,34, IC de 95% 1,45-7,68). O número cumulativo de anos de exposição ao tabaco aumenta o risco, tornando a cessação do tabagismo em qualquer momento uma intervenção significativa tanto para a prevenção quanto para a sobrevivência.

Evidência

Autores: Chen, Sairah Lai Fa

Publicado: 17 de agosto de 2023

Num estudo realizado na Noruega, o «Estudo sobre Mulheres e Cancro», que envolveu cerca de 170.000 mulheres, constatou-se que o tabagismo é um fator particularmente relevante na relação entre o Índice de Estilo de Vida Saudável e a incidência de cancro, incluindo o cancro da mama em mulheres na pós-menopausa. As mulheres com pontuações mais elevadas no Índice de Estilo de Vida Saudável (que inclui o não tabagismo como um dos seus componentes) apresentaram riscos significativamente menores de desenvolverem cancro da mama após a menopausa. O estudo concluiu que evitar o tabagismo deve ser uma prioridade e promovido em todas as fases da vida adulta, com o objetivo de reduzir o risco de cancro nas mulheres.

Autores: Ahearn, Thomas U, Anton-Culver, Hoda, Arndt, Volker, Augustinsson, Annelie, Auvinen, Päivi K, Becher, Heiko, Beckmann, Matthias W, Behrens, Sabine, Blomqvist, Carl, Bojesen, Stig E, Bolla, Manjeet K, Brenner, Hermann, Briceno, Ignacio, Brucker, Sara Y, Camp, Nicola J, Campa, Daniele, Canzian, Federico, Castelao, Jose E, Chanock, Stephen J, Choi, Ji-Yeob, Clarke, Christine L, Collaborators, for the NBCS, Couch, Fergus J, Cox, Angela, Cross, Simon S, Czene, Kamila, Dunning, Alison M, Dwek, Miriam, Dörk, Thilo, Easton, Douglas F, Eccles, Diana M, Egan, Kathleen M, Evans, D Gareth, Fasching, Peter A, Flyger, Henrik, Freeman, Laura E Beane, Gago-Dominguez, Manuela, Gapstur, Susan M, García-Sáenz, José A, Gaudet, Mia M, Giles, Graham G, Grip, Mervi, Guénel, Pascal, Haiman, Christopher A, Hall, Per, Hamann, Ute, Han, Sileny N, Hart, Steven N, Hartman, Mikael, Heyworth, Jane S, Hoppe, Reiner, Hopper, John L, Hunter, David J, Håkansson, Niclas, Investigators, for the ABCTB, Ito, Hidemi, Jager, Agnes, Jakimovska, Milena, Jakubowska, Anna, Janni, Wolfgang, Jung, Audrey Y, Kaaks, Rudolf, Kang, Daehee, Kapoor, Pooja Middha, Keeman, Renske, Kitahara, Cari M, Koutros, Stella, Kraft, Peter, Kristensen, Vessela N, Lacey, James V, Lambrechts, Diether, Le Marchand, Loic, Li, Jingmei, Lindblom, Annika, Lubiński, Jan, Lush, Michael, Mannermaa, Arto, Manoochehri, Mehdi, Margolin, Sara, Mariapun, Shivaani, Matsuo, Keitaro, Mavroudis, Dimitrios, Milne, Roger L, Morra, Anna, Muranen, Taru A, Newman, William G, Noh, Dong-Young, Nordestgaard, Børge G, Obi, Nadia, Olshan, Andrew F, Olsson, Håkan, Park-Simon, Tjoung-Won, Petridis, Christos, Pharoah, Paul DP, Plaseska-Karanfilska, Dijana, Presneau, Nadege, Rashid, Muhammad U, Rennert, Gad, Rennert, Hedy S, Rhenius, Valerie

Publicado: 1 de abril de 2021

Num estudo que analisou dados de 121 435 pacientes com cancro da mama, provenientes de 67 estudos combinados e abrangendo um período de 10 anos, durante o qual ocorreram 16 890 óbitos, constatou-se que o consumo atual de tabaco, em comparação com nunca ter fumado, estava associado a uma razão de risco de 1,37 (IC de 95%: 1,27-1,47) para mortalidade por todas as causas e de 1,11 (IC de 95%: 1,02-1,21) para mortalidade específica relacionada com o cancro da mama. Estas associações não apresentaram diferenças significativas em função do estado do recetor de estrogénio ou do subtipo semelhante ao intrínseco (P ajustado > 0,30), confirmando que fumar aumenta o risco de mortalidade, independentemente do subtipo tumoral.

Autores: Bendinelli, Benedetta, Bianchi, Simonetta, Magrini, Alessandro, Masala, Giovanna, Ottini, Laura, Palli, Domenico, Rizzolo, Piera, Saieva, Calogero, Silvestri, Valentina, Valentini, Virginia, Vezzosi, Vania, Zanna, Ines, Zelli, Veronica

Publicado: 1 de janeiro de 2018

Em um estudo de coorte populacional com 166 casos de câncer de mama masculino na Toscana, Itália, a análise de regressão de Cox multivariada, ajustada para fatores clínico-patológicos, de estilo de vida e genéticos, demonstrou que os fumantes atuais apresentaram sobrevida global em 10 anos significativamente pior em comparação aos não fumantes. Os fumantes atuais apresentaram uma razão de risco de 3,34 (IC 95%: 1,45–7,68; p = 0,004), indicando um risco de morte mais de três vezes maior. A análise de sensibilidade com truncamento à esquerda confirmou esses achados. O tabagismo foi o único fator de estilo de vida modificável que atingiu significância estatística para os desfechos de sobrevida nesta série bem caracterizada.

Autores: Bemstein, Martine, Héritier, Stéphane, Khatchatrian, Naīra, Morabia, Alfredo

Publicado: 2 de agosto de 2017

Um estudo caso-controle de base populacional em Genebra (244 casos de câncer de mama, 1.032 controles) comparou mulheres expostas ao tabagismo ativo com aquelas não expostas à fumaça ativa ou passiva do tabaco. As razões de chances ajustadas mostraram uma clara relação dose-resposta: 2,2 (IC 95% 1,0-4,4) para 1-9 cigarros/dia, 2,7 (IC 95% 1,4-5,4) para 10-19 cigarros/dia e 4,6 (IC 95% 2,2-9,7) para 20 ou mais cigarros/dia. As razões de chances foram ajustadas para fatores de risco conhecidos para câncer de mama, incluindo consumo de álcool e gordura saturada. Não foram identificadas evidências de fortes vieses de seleção, detecção ou memória.

Autores: Autier, Philippe, Boniol, Mathieu, Boyle, Peter, Macacu, Alina

Publicado: 1 de janeiro de 2015

Uma metanálise de 27 estudos prospectivos encontrou uma associação entre o tabagismo ativo (em algum momento da vida) e um risco relativo sumário (RRS) de 1,10 (IC 95% 1,09-1,12) para câncer de mama, sem heterogeneidade (I² = 0%). O tabagismo ativo atual apresentou um RRS de 1,13 (IC 95% 1,09-1,17) em 27 estudos prospectivos. Em 44 estudos retrospectivos, o RRS para tabagismo ativo (em algum momento da vida) foi de 1,08 (IC 95% 1,02-1,14), com I² = 59%. Os resultados foram consistentes em todas as análises de subgrupos, incluindo o ajuste para estado menopausal e consumo de álcool, e considerando a inclusão ou exclusão de fumantes passivos do grupo de referência.

Autores: Andersson, Anne, Ardanaz, Eva, Baglietto, Laura, Buckland, Genevieve, Bueno-de-Mesquita, H. B(As), Chajes, Veronique, Dahm, Christina C., Dartois, Laureen, de Batlle, Jordi, Dossus, Laure, Ericson, Ulrika,, Ferrari, Pietro, Freisling, Heinz, Gunter, Marc, Key, Tim J., Krogh, Vittorio, Lagiou, Pagona, Lund University., Lund University., Lund University., May, Anne, McKenzie, Fiona, Navarro, Carmen, Overvad, Kim, Panico, Salvatore, Peeters, Petra H., Riboli, Elio, Rinaldi, Sabina, Romieu, Isabelle, Rosso, Stefano, Sanchez, Maria-Jose, Sund, Malin, Travis, Ruth C., Trichopoulos, Dimitrios, Trichopoulou, Antonia, Tumino, Rosario, Vergnaud, Anne-Claire, Weiderpass, Elisabete, Wirfält, Elisabet,

Publicado: 16 de novembro de 2014

No estudo de coorte EPIC, que acompanhou 242.918 mulheres na pós-menopausa durante uma mediana de 10,9 anos e registrou 7.756 novos casos de cancro da mama, o tabagismo foi considerado um dos cinco componentes do Índice de Estilo de Vida Saudável (IESV) (de 0 a 4, sendo valores mais altos indicativos de maior saúde). A pontuação combinada do IESV demonstrou que as mulheres no quarto quartil, em comparação com o segundo, apresentaram uma redução significativa no risco de cancro da mama (razão de risco ajustada = 0,74; IC de 95%: 0,66-0,83). Cada ponto adicional no IESV correspondeu a uma redução de 3% no risco de cancro da mama. Reduções do risco foram observadas em todos os subtipos de cancro da mama, incluindo o tipo com expressão dupla negativa dos recetores hormonais (razão de risco = 0,60; IC de 95%: 0,40-0,90).

Autores: Doihara, Hiroyoshi, Ishibe, Youichi, Ishihara, Setsuko, Iwamoto, Takayuki, Kawai, Hiroshi, Kawasaki, Kensuke, Komoike, Yoshifumi, Matsuoka, Junji, Miyoshi, Shinichiro, Mizoo, Taeko, Motoki, Takayuki, Nishiyama, Keiko, Nogami, Tomohiro, Ogasawara, Yutaka, Shien, Tadahiko, Taira, Naruto

Publicado: 1 de dezembro de 2013

Em um estudo de caso-controle envolvendo 472 casos de câncer de mama e 464 controles em mulheres japonesas (dezembro de 2010 a novembro de 2011), o tabagismo atual ou prévio apresentou uma associação significativa com o aumento do risco de câncer de mama na análise de regressão logística multivariada ajustada (p < 0,05). A associação persistiu após o controle para idade, IMC, ingestão alimentar, atividade física e fatores reprodutivos. O estudo também revelou que o tabagismo interagiu com o genótipo do SNP rs2046210, com os efeitos de alto IMC e tabagismo variando de acordo com o status do portador do alelo.

OBESIDAD Y CANCER DE MAMA

Autores: Arceo Guzmán, Mario Enrique, De La Cruz Vargas, Jhony Alberto, Héctor Lorenzo, Ocaña Servín

Publicado: 1 de novembro de 2010

Num estudo caso-controlo realizado com 168 mulheres mexicanas (84 casos e 84 controlos), o consumo de tabaco foi identificado como um fator de risco para o cancro da mama, com uma razão de probabilidades (OR) de 1,9 (p < 0,03), o que indica uma probabilidade aproximadamente 90% maior de desenvolver cancro da mama entre as consumidoras de tabaco, em comparação com as não consumidoras.

Autores: Barlow, Janice, Belli, Flavia, Chew, Terri, Clarke, Christina, Erdmann, Christine A, Farren, Georgianna, Gould, Mary, Lee, Marion, Moghadassi, Michelle, Peskin-Mentzer, Roni, Quesenberry, Charles P, Souders-Mason, Virginia, Spence, Linda, Suzuki, Marisa, Wrensch, Margaret

Publicado: 1 de janeiro de 2003

Este estudo caso-controle, que comparou 285 casos de câncer de mama com 286 controles pareados por frequência, constatou que mulheres no quartil mais alto de anos-maço de tabagismo apresentaram probabilidade estatisticamente significativa maior de desenvolver câncer de mama em análises multivariadas. O número de anos-maço integra tanto a duração quanto a intensidade do tabagismo, sugerindo que a exposição cumulativa ao tabaco contribui para o risco de câncer de mama. Essa descoberta reforça a importância da cessação e da redução do tabagismo como fatores modificáveis no estilo de vida para a prevenção do câncer de mama.